sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bicho em cativeiro


Profissionais dos zoológicos e defensores dos direitos dos animais de todo o mundo vêm travando discussões sobre a

necessidade da manutenção de animais em cativeiro. E como não se pode contar com a opinião dos principais

interessados, a polêmica prossegue.

Se o ideal seria que todo animal nunca saísse de seu habitat, como justificar a existência dos

zoológicos? Há quem os defenda e a razão não é mostrar espécies silvestres às crianças

Na animação Madagascar, da Dreamworks,uma zebra do zoológico de Nova York convence

seus colegas leão, hipopótamo e girafa que a vida em cativeiro é enfadonha e que a verdadeira felicidade está na selva.

Fogem e, depois de muitos percalços até a ilha africana que dá nome ao filme, encaram a dura realidade: eles não

sabem mais brigar pela própria comida, nem se defender dos predadores. A conclusão, a la O Mágico de Oz, é

que o melhor lugar do mundo é aquele em que se aprendeu a viver. Na vida real, o tema é delicado. Profissionais dos

zoológicos e defensores dos direitos dos animais de todo o mundo vêm travando discussões sobre a necessidade da

manutenção de animais em cativeiro. E como não se pode contar com a opinião dos principais interessados, a polêmica

prossegue.

Diretores de zoológicos dos EUA, por exemplo, estudam a viabilidade de pôr fim à exibição de animais de grande porte,

principalmente ursos e elefantes. A justificativa é mais do que válida: esses bichos têm demonstrado grande variação

de comportamento, em alguns casos até neuroses, e problemas físicos, como artrite, decorrentes da falta de espaço nos

cativeiros. Por aqui, Ibama e sociedades de zoológicos têm uma convicção: o cativeiro é necessário. Não para poder

mostrar animais silvestres às crianças como muitos acreditam. Apesar de ser cobrado de todos os zôos que desenvolvam

atividades de educação ambiental, há outras duas razões de maior urgência para os próprios animais.

A primeira delas diz respeito à pesquisa, que garante a reprodução em cativeiro e a conseqüente manutenção da espécie.

“Até uns anos atrás, quase não havia mais micos-leões-dourados no Rio de Janeiro. Graças ao trabalho dos

zoológicos, eles voltaram. Foi feita a reprodução em cativeiro e, pouco a pouco, eles foram reintegrados à natureza. O

pessoal os treinou a buscar comida, a se defender”, exemplifica o coordenador geral de fauna do Ibama, Ricardo

Soavinski. O diretor técnico científico do Parque Zoológico de São Paulo, José Luiz Catão Dias cita também o caso dos

gorilas provenientes da África equatorial. “Lá, eles estão em constante ameaça, por conta da caça, de doenças

transmitidas pelo ecoturismo, pela devastação que diminui seu habitat. O que garantiria a continuação da espécie se não a

reprodução em cativeiro? Os zoológicos sobrevivem, sem dúvida, sem gorilas, tanto que só há um em todo o Brasil que

mantém esses animais em exposição. Mas será que os gorilas sobreviveriam sem a pesquisa desenvolvida nos

zoológicos?”, questiona.

O segundo ponto levantado por quem defende a manutenção dos animais em cativeiro é, justamente, a dificuldade para

eles se reintegrarem à natureza. Além de desaprenderem a se virar na mata, ao sair de seu habitat, eles passam a

carregar bactérias, protozoários e vírus que, se levados aos demais animais dessa e de outras espécies, podem

causar verdadeiros desastres ecológicos. Legalmente, é proibido retirar animais da natureza, seja para a exibição em

zoológicos ou qualquer outro fim. No entanto, há os animais que estão nos zôos desde antes da promulgação da lei, e que

não se readaptariam, e também os provenientes do tráfico. “O ideal seria mesmo que os animais nunca saíssem

do seu habitat”, confessa Catão. “Mas há uma retirada absurda de bichos da natureza e isso quem faz

não são os zoológicos. Os que podem ser repatriados são, mas muitos não podem e a própria União Internacional para a

Conservação da Natureza (órgão da ONU) recomenda que sejam mantidos em cativeiro”, explica. Algumas

estatísticas falam de 12 milhões de animais silvestres capturados pelo tráfico anualmente. Outras calculam que passe

dos 38 milhões.

Contrária à existência de zoológicos, Ila Franco, presidente da União Internacional do Animal (Aila), duvida da função

educativa dos mesmos. “O homem mantém o animal em cativeiro como fazia com os escravos. Diz que ele não

tem alma, então pode acorrentar, pôr em jaula. As crianças aprendem uma coisa que não é verdade, porque não é assim

que eles vivem”, condena. No entanto, ela considera aceitável a iniciativa de manter nos zôos os animais que não

podem ser repatriados. “Mas tem que atender às necessidades do bicho. Os elefantes, por exemplo, caminham 30

km por dia na natureza e usam a lama para proteger a pele dos insetos. Se forem construídos santuários que ofereçam

isso a eles, aí sim, se estará realmente pensando no bem-estar animal”, conclui.

Condições mínimas - Não existe um padrão mundial que determine as condições em que os animais devem ser mantidos em

cativeiro. No Brasil, a lei de zoológicos é de 1983 e foi elaborada por técnicos com base em experiências nacionais e

internacionais de sucesso em reprodução e bem-estar. Há também uma instrução normativa que determina tamanhos e

condições mínimas dos cativeiros, alimentação e segurança de acordo com a espécie e a obrigatoriedade de se manter

pessoal capacitado, sendo um veterinário e um biólogo, além de programas de educação ambiental e pesquisa. O órgão

responsável por fiscalizar o cumprimento da lei é o Ibama. Em sua vistoria mais recente, foram avaliados os zoológicos

do Sudeste, onde estão 70 dos 140 do País. Os resultados foram os seguintes: 42,85% estão adequados, 11,4% foram fechados e os demais receberam um termo de ajuste de conduta, com a ameaça de serem também fechados caso não

façam as adaptações necessárias.

“Muitas vezes a população apela para não fecharmos o zoológico, porque cria-se um vínculo, ele faz parte da

atividade social, do lazer dessa localidade. Mas não podemos fazer nada. A prioridade é o bem-estar do bicho”,

diz Soavinski, do Ibama. Ele conta que em 80% dos casos são governos municipais e estaduais que abrem e mantêm

os zoológicos e que os problemas decorrem basicamente da falta de investimentos: “Principalmente em cidades

pequenas em que o turismo é irrelevante, eles não conseguem bilheteria suficiente para complementar a verba.

Chegam até a alegar que, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal não puderam investir o que deveriam”.

Se há animais submetidos a maus-tratos, garante, é por falta de espaços adequados, de funcionários treinados e de

dinheiro para alimentá-los como manda a lei. Castigo é coisa de circo. “São pessoas sérias, dedicadas. Só o fato

de trabalharem com animal demonstra isso”, avalia. Indagado se os interesses econômicos não seriam o real

motivo da existência dos zôos, Soavinski é taxativo: “Imagine quanto custa fazer um recinto correto para felinos

de grande porte, com fosso, sem grade, sem jaula, e ainda alimentá-los com quilos e quilos de carne diariamente?

Zoológico não dá lucro. Tanto que a maioria é pública”, defende.

Por Cláudia Zucare Boscoli


domingo, 30 de novembro de 2008

APÓS A ETERNIDADE


Você já chegou a pensar que sua alma
Pode ser salva?
Ou talvez você pense que quando você está morto
Você precisa ficar na sua sepultura
Deus é só um pensamento dentro da sua cabeça
Ou ele faz parte de você?
Cristo é só um nome que você leu num livro
Quando você estava na escola?

Quando você pensa na morte
Você perde o fôlego ou você se mantém calmo?
Você gostaria de ver o Papa na ponta de uma corda
- Você acha que ele é bobo?
Bem eu tenho visto a verdade, sim
Eu vi a luz e eu mudei meus hábitos
E estarei preparado quando você estiver sozinho
E assustado no fim dos nossos dias

Talvez você esteja com medo
Do que seus amigos poderiam dizer
Se eles soubessem que você acredita no Deus lá de cima?
Eles deveriam compreender antes de criticarem
Que Deus é a única maneira de se amar

Sua mente é tão pequena para você cair?
Com a turma onde quer que eles corram
Você ainda zombará quando a morte estiver próxima
E dizer que eles também podem adorar o sol?

Acho que era verdade, que foram pessoas como você
Que crucificaram Cristo
Acho que é uma triste opinião sua
Estará tão seguro assim quando seu dia estiver próximo?
Diga que você não acredita
Você teve a chance mas você a jogou fora
Agora não pode recupera-la

Talvez você pensará, antes de você dizer que
Deus está morto e passado
Abra seus olhos, apenas perceba que ele é o único
O único que pode te salvar agora
De todo esse pecado e ódio
Ou você ainda zombará de tudo que você ouve? Sim!
Eu acho que é tarde demais

After Forever (black Sabbath)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fleurs Du Mal


Contornando o bizarro e o mórbido, a exposição "Fleurs Du Mal" ("Flores do Mal") abordará temas como morte, mutilação, doença, vício e homicídios- reais ou fictícios-, ou como o próprio Marilyn Manson define, os mais desagradáveis lados da vida.

Fotos tiradas por mim aqui esta o link logo, abaixo pra todos ver as belas pintura do cantor Marilyn Manson, pra quem não teve a oportunidade de ver pessoalmente!
Link: http://www.flickr.com/photos/carry_culkin/sets/72157602315752523/


Muah***

sábado, 6 de outubro de 2007

Manson no Brasil "por Carry Culkin"

Escrevi uma materia da passagem do Marilyn Manson aqui no Brasil...

Por: Carry Culkin

Marilyn veio ao Brasil dez anos atrás, para uma apresentação em São Paulo. Na época, copos de vidro foram proibidos em seu camarim, sob a alegação de que ele poderia cortar os pulsos. A medida não adiantou nada. Pouco tempo depois, em cima do palco, o cantor fez um corte na barriga usando como instrumento uma garrafa de vinho.

Depois de 10 anos o dia mais esperado pelos fãs de Marilyn Manson acaba se tornando realidade, ele vem ao Brasil fazer uma grande apresentação no Rio de Janeiro (Fundição Progresso) e em São Paulo (Via Funchal).

Obviamente a Igreja Católica que não fica pra trás, tentou cancelar sua apresentação aqui no brasil.Recorreram a Procuradoria Regional da Presidência da República e ao Ministério Público Estadual (Tutela Coletiva), pedindo o cancelamento da excursão, "para impedir que Manson vilipudie e escarneie de símbolos religiosos do Rito Católico em suas apresentações no Brasil, na Via Funchal em São Paulo, no VMB 2007 da MTV e na Fundição Progresso no Rio de Janeiro". Como a ação entrou aqui no Rio de Janeiro, é mais provável que eles obtenham alguma resposta quanto à apresentação do cantor na Fundição. Imagine-se que o nome Eat me, Drink me da turnê implique obviamente em alusão à Eucaristia.

Muitos fãs estão guerrilhando numa discussão de onde será o melhor show: Rio de Janeiro ou São Paulo. Na minha opinião o show vai ser ótimo em ambos os lugares, mas onde a banda irá mais se destacar e onde o show será "melhor", com certeza será em São Paulo, isso sem dúvidas!

Agora vamos falar de como foi a apresentação do cantor Marilyn Manson aqui no Brasil!
Alguns fãs estavam desde segunda-feira (24/09) na fila para a apresentação da banda Marilyn Manson.

O momento de maior ansiedade, foram minutos antes da entrada da banda no palco.

A Banda de abertura "Maldita" entra no palco muitos gritaram em coro frases como "Ih fora!" e "Ei maldita, vai tomar no cu!" a qual, o vocalista da própia Maldita entrou repetindo como se ele quem estivesse mandando o público fazer isto...

Minutos se passam e a banda Maldita acaba sua apresentação, mais alguns ansiosos momentos de espera para a banda Marilyn Manson entrar. Logo no começo ja havia muito ''empurra-empurra'' para com os que que estavam desde de manha na fila do show e por alegre consequencia, ficaram na grade, porém acabaram saindo passando mal sem ver o própio Marilyn Manson de perto, ou pior, perdendo grande parte da apresentação.
Enfim, após a angustiante espera, Manson entra no palco e todo mundo fica em choque, todo mundo fica louco.

Não só eu, como muitos fãs estão se perguntando se tudo isso que aconteceu é verdade, se realmente Marilyn Manson estava ali presente. Foi um sonho que se realizou pra mim e muitos fãs de Marilyn Manson. Com certeza esperamos sua volta logo ao Brasil.
Manson teve o seguinte repetorio no palco:

"Intro/If I Was Your Vampire"
"Disposable Teens"
"Mobscence"
"Irresponsible Hate Anthem"
"Just a Car Crash Away"
"Sweet Dreams/Lunchbox"
"The Fight Song"
"Putting Holes in Happiness"
"Heart Shaped Glasses"
"The Dope Show"
"Rock Is Dead"
"The Reflecting God"
Bis

Finalizado com "The Beautiful People"

Dia 27/09, Marilyn Manson abre sua exposição na galeria Romero Britto.
A exposição dos quadros contém temas chocantes como mutilação, doenças, mutações, sangue e morte. Para quem se interessar em levar uma das obras de arte do cantor para casa tem de desembolsar quantias expressivas que variam entre US$ 40 mil e US$ 70 mil. "É a mesma coisa das prostitutas e drogas, cada um tem o seu preço", explicou Manson.

"Um forte esquema de segurança foi armado na Rua Oscar Freire, onde aconteceu a exposição. Manson fez um pedido para os seguranças antes de entrar na galeria: tirar a imprensa do seu caminho para que pudesse passar livremente. O tumulto foi armado."

Depois de uma coletiva com jornalistas, Manson partiu em carro blindado. A caminho do VMB.
Durante uma das duas músicas tocadas, Marilyn andou pelo cenário e derrubou um dos púlpitos com o microfone, de onde os prêmios eram entregues. O microfone apresentou falhas quando os próximos apresentadores subiram ao palco. Manson encerrou a apresentação com Dope Show, um de seus maiores sucessos. Ao final da apresentação, Manson falou para a audiência "dizer não às drogas", antes de soltar o microfone e deixar o palco.

A banda ficou hospedada no Hotel Unique, na Brigadeiro. E de lá partiu para Argentina, Buenos Aires. Onde continuará sua turnê!


Essa foi a banda Marilyn Manson no brasil!